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Conhecer Henriqueta é preciso Conhecer Henriqueta é preciso

Publicado em: 12/03/2018 às 09:03h, visualizado 42 vezes.

Aos 79 anos, a chef e dona de restaurante não pensa em sair de cena: RADAÇÃO

Na semana passada, num evento dedicado a discutir a questão da longevidade, tive o prazer de conhecer Henriqueta Henriques, chef e dona do restaurante Gruta de Santo Antônio, em Niterói. A casa é especializada em pratos portugueses e coleciona prêmios mas, além da boa comida, sua marca registrada é o sorriso da proprietária. "Gosto de ter gente à minha volta", ela afirma. Mesmo diante dos apelos dos filhos, Alexandre e Marcelo, que cuidam do negócio e insistem para que diminua o ritmo, Henriqueta bate ponto todo dia. "Às vezes vou para o escritório, leio, escrevo ou vejo um pouquinho de TV. Não me canso", resume.

Henriqueta Henriques: prestes a completar 80 anos, ela continua à frente de seu restaurante (Foto: Mariza Tavares) Henriqueta Henriques: prestes a completar 80 anos, ela continua à frente de seu restaurante (Foto: Mariza Tavares)
Henriqueta Henriques: prestes a completar 80 anos, ela continua à frente de seu restaurante (Foto: Mariza Tavares)
Também é autora de "Cozinhar é preciso", lançado há oito anos e que alcançou a marca de 20 mil exemplares vendidos. Além de receitas típicas, o livro traz histórias da sua vida e ela fez questão de, na última edição, atualizar a obra com o registro do nascimento da neta - os dois netos mais velhos já constavam das memórias culinárias da avó. Henriqueta completará 80 anos em 27 de maio, mora sozinha e até recentemente caminhava cinco quilômetros diariamente, atividade deixada de lado por causa de um problema no joelho.

São 50 anos de Brasil, mas o sotaque de Portugal ainda é forte. Ela nasceu em Montes, na freguesia de Alcobaça, e era costureira de mão cheia - a paixão pela culinária materializou-se mais tarde, embora a mãe já a tivesse iniciado nos segredos da cozinha. Aqui casou-se, teve os filhos e diz que foi muito feliz. "Pena que durou tão pouco", lamenta, ao contar que o marido, Agostinho, morreu de infarto fulminante depois de oito anos de união. Esse também foi o momento da virada. Aos 40 anos e com dois meninos para criar, Henriqueta tinha duas opções: aumentar o volume de trabalho na costura ou assumir o posto do marido no restaurante que ele havia inaugurado há pouco tempo. Conta que se aconselhou com os irmãos: "eles me disseram que, se continuasse a fazer os vestidos das madames, acabaria enlouquecendo, ao passo que no restaurante eu encontraria gente diferente todos os dias, seria a melhor distração para a viuvez". Sábio conselho!


Dezenove anos depois de enviuvar, reencontrou um amor de juventude - na verdade, o mesmo que, depois de uma decepção, a levou a embarcar para o Brasil. Trocam cartas - "é o meu poeta", diz - e, embora ele viva em Lyon, na França, ainda se encontram, já que todo ano ela passa pelo menos um mês em Portugal. Henriqueta não é mestre apenas em receitas gastronômicas, mas, principalmente, em receitas de vida. Na sua apresentação no evento, foi singela: "não tenho pressa nenhuma de ir embora".

FONTE: G1 



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